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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Chico Buarque Desencontro


A vida é a arte do encontro embora haja tantos desencontros nesta vida!
(Vinicius de Moraes)

Desencontro

Chico Buarque 



Hoje, 02 de fevereiro de 2013, tivemos a grata satisfação de ler Lauro Paixão, no Mural do Recanto das Letras, curtindo Desencontro, de Chico Buarque.

Devemos colaborar dizendo que Chico Buarque é por muitos cultuado, por muitos adorado, por muitos considerado.

Quando do fala do amor...
é do amor, amor, amor,
amor, amor!
Quando fala da dor... 
é dor, é dor, é dor,
é dor, é dor!
Quando tem saudade, "é o revés de um parto",

"é arrumar o quarto do filho que já morreu".

Quando "cai no samba", se não for uma morena brejeira
ele vê "as pernas de louça da moça que passa"
e não pode pegar,
por que está se "guardando pra quando o carnaval chegar..."

Assim é Chico Buarque.

Quando fala em desencontro...
é um Senhor Desencontro!
(Lustato Tenterrara)

 
 


Desencontro

Chico Buarque 


A sua lembrança me dói tanto
Eu canto pra ver
Se espanto esse mal

Mas só sei dizer
Um verso banal

Fala em você
Canta você
É sempre igual

Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem ponto final

Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis

 
 

Não sei se você ainda é a mesma
Ou se cortou os cabelos
Rasgou o que é meu
Se ainda tem saudades
E sofre como eu

Ou tudo já passou
Já tem um novo amor.
Já me esqueceu...
(Chico Buarque)


 
 

Mural do Recanto das Letras, 02 de Fevereiro de 2013

02/02/13 08:36 - Lauro Paixão

 
Letra da Música Desencontro
 







O Mundo é muito pequeno diante da saudade...





...aqui começou! Lá terminou...







Chico Buarque Samba do Grande Amor


Samba do Grande Amor

Chico Buarque


Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim
O grande amor

Mentira

Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador

Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão
Pro grande amor

Mentira

Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador

Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador

Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor

Mentira

Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel
O grande amor

Mentira

Reservei hotel
Sarapatel
E lua de mel
Em Salvador

Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé
No grande amor

Mentira

Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor

Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador

Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor

Mentira!
Chico Buarque

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Chico Buarque: Futuros Amantes


Futuros Amantes

Chico Buarque

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você



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