Com o Google Translate agora nós saciamos dos Russos até os Gregos Magistrados da Lacônia!

Pesquisar este blog

Seguidores Google Conect

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Chico Buarque: Eu Te Amo



Fitopoema Eu Te Amo


Eu Te Amo

Chico Buarque

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.

Chico Buarque




sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Letra e Música Carcará, de João do Vale, 1982, Projeto "Opinião" :: Vídeo: Canta Chico Buarque e João do Vale




Letra e Música Carcará, de João do Vale, 1982, Projeto "Opinião", canta Chico Buarque e João do Vale

Carcará né coisa pequena não!
É uma obra da mais alta qualidade.
João do Vale teve o que se diz "Inspiração Divina"
ao compor a letra e a melodia desse Hino Sertanejo.

Carcará é Patrimônio Cultural do Sertão Brasileiro, do Brasil.

Consideramos o mesmo cacife de Disparada, de Jair Rodrigues;
De Roda Viva, Construção e Vitrines, de Chico Buarque; de Luíza, de Tom Jobim;
E poderíamos desfiar ainda uns 100 números de Músicas que se encontram empatadas
em Primeiro Lugar das músicas brasileiras.
by




(Vídeo Chico Buarque e João do Vale)

http://letras-chico-buarque.blogspot.com/2013/01/chico-buarque-joao-do-vale-carcara.html



Carcará


Chico Buarque e João do Vale
Letra e Música de João do Vale



Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião

Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará com'inté cobra queimada


Mas quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come

Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novim num pode andá
Ele puxa n'imbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega-matá-e-come!
João do Vale e Chico Buarque de Hollanda

(Vídeo Chico Buarque e João do Vale)

Chico Buarque       Chico Buarque     Chico Buarque      Chico Buarque     Chico Buarque

Papel de Parede para Desktop, Notebook, etc

Chico Buarque in Concert, nova temporada 2012/2013 Espetacular.
Por informar, é a imagem do desktop de meu computador.
Basta clicar com o botão direito do "mouse"
e escolher "definir como papel de parede"



Carcará        Carcará       Carcará       Carcará        Carcará      







Montagem de fotos de Chico Buarque, na fonte do Site Oficial

Montagem OFICIAL de Imagens de Chico Buarque. Fonte Site Oficial  




Carcará né coisa pequena não!
É uma obra da mais alta qualidade.

João do Vale teve o que se diz "Inspiração Divina"
ao compor a letra e a melodia desse Hino Sertanejo.

Carcará é Patrimônio Cultural do Sertão Brasileiro, do Brasil.

Consideramos o mesmo cacife de Disparada, de Jair Rodrigues;
De Roda Viva, Construção e Vitrines, de Chico Buarque; de Luíza, de Tom Jobim;
E poderíamos desfiar ainda uns 100 números de Músicas que se encontram empatadas
em Primeiro Lugar das músicas brasileiras.
by






sábado, 29 de dezembro de 2012

Chico Buarque Cálice





Cálice


Chico Buarque

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor e engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda (Cálice!)
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!)
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno (Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!)









Letras de Músicas mais Acessadas desde 18 de outubro de 2012